27 Out (Reuters) – O Citigroup e a BCA Research rebaixaram a recomendação dos ativos brasileiros após a vitória eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, argumentando que o perfil de risco-retorno para ações, títulos e moeda se deteriorou, à medida que os investidores reavaliam as perspectivas de disciplina fiscal e reformas estruturais sob o novo governo.
Essas avaliações refletem uma mudança mais ampla no posicionamento dos investidores, com estrategistas alertando que uma política fiscal mais flexível, uma dinâmica mais fraca da dívida pública e um avanço mais lento nas reformas voltadas para o crescimento podem pesar sobre os mercados brasileiros, apesar das restrições impostas por um Congresso mais conservador.
O Citi encerrou na segunda-feira suas posições bullish no Brasil após a vitória eleitoral de Lula, retirando sua recomendação de ‘overweight’ em ações e encerrando sua posição comprada no real.
‘Embora os preços possam muito bem cair além dos níveis justos, o mercado já estava otimista antes disso, o que torna plausível uma queda excessiva. Dado o resultado da eleição, encerramos nossa exposição ao risco no Brasil’, afirmou o Citi.
Os ativos brasileiros despencaram na segunda-feira, com o real caindo mais de 11% em relação ao dólar e o índice de ações Bovespa registrando uma queda de 13,9% — sua maior queda em um único dia desde março de 2020.
Os investidores esperam que as recentes apostas em uma mudança de governo sejam revertidas.
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A BCA Research rebaixou, nesta segunda-feira, a recomendação do Brasil em relação aos mercados emergentes, afirmando que a vitória de Lula ‘acaba com a perspectiva de um governo ortodoxo que promova melhorias estruturais nas contas fiscais e no crescimento potencial do Brasil’.
A BCA rebaixou as ações brasileiras de ‘neutro’ para ‘underweight’, citando riscos crescentes de inadimplência, perspectivas de crescimento mais fracas e pressões inflacionárias decorrentes de uma moeda mais fraca.
A empresa também rebaixou os títulos em moeda local e o crédito soberano do Brasil de ‘overweight’ para ‘underweight’, alertando para a deterioração da dinâmica da dívida.
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